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19/01/2009
Os trabalhadores do Brasil estão assistindo atônitos, o governo federal colocar 21 bilhões nos cofres dos bancos e das indústrias, bolso dos patrões, e o governo do Estado de São Paulo, colocando mais 04 bilhões. Governo de Minas Gerais mais alguns milhões. Qual é a contra-partida para a sociedade, para os trabalhadores? Até agora nenhuma.
É bom lembrar que os bancos instalados no Brasil vem anos após anos, obtendo lucros como em nenhum outro país. Obtendo resultados positivos, que não se iguala a nenhum outro negócio nesta Nação, e tudo isso com a complacência do governo feral, que permite que os bancos cobrem juros escorchantes nos financiamentos. E agora, descaradamente, sem nenhuma ajuda efetiva aos trabalhadores, esses governos querem é salvar os lucros dos bancos. Isto é uma vergonha! Como diria o Jornalista Boris Casoy.
E ainda é preciso considerar que essa montanha de dinheiro, não é do governo, e sim para ser aplicado em serviços públicos, pois é dinheiro originado a partir dos impostos pagos também pelos trabalhadores. É dinheiro nosso nas mãos do governo.
Mas já que “será preciso salvar o lucro dos banqueiros e das industriais”, por questão de justiça, é preciso que o governo federal faça as seguintes ações concomitantemente:
1 – Acordo com os bancos e as indústrias para que não demitam trabalhadores nesse período;
2 - Caso seja preciso demitir trabalhadores, por força maior, que haja sempre a participação dos sindicatos dos trabalhadores das categorias no processo, e o seguro desemprego seja pago em maior número de parcelas (de 10 a 12 parcelas/meses), esticando assim esse seguro, garantindo o mínimo, para o trabalhador nesse período.
3 - Que o governo implante um programa de emergência para requalificação dos trabalhadores, disponibilizando recursos do orçamento e do FAT, para através das prefeituras e estas, em parceria com sindicatos e demais organizações da sociedade civil, ofereçam cursos profissionalizantes e suporte para recolocação dos trabalhadores demitidos;
4 - Que o governo determine a melhor remuneração dos depósitos do Fundo de Garantia, para que haja rendimento maior, e o trabalhador demitido ao sacar o FGTS possa também melhor usufruir desse recurso.
Afinal, estamos ouvindo falar em bilhões para os bancos que sempre mamaram nas tetas da complacência do governo federal, enriquecendo banqueiros, e empobrecendo a população com juros escorchantes. Essa tese defendida pela UGT e compartilhada pelo companheiro Chiquinho Pereira do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, diretor da Central Sindical, deve ser respeitada e atendida pelos governos envolvidos, teremos a mais injustiça praticada neste país.
Beneh Santos
Relações Institucionais Sinsaúde
Ribeirão Preto
Fonte: www.sinsauderp.org.br
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