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UGT defende a unicidade do movimento sindical e a participação direta no governo

19/01/2009


No dia 11 de novembro, foi realizada, na sede do Sindicato dos Bancários, em Ribeirão Preto, uma reunião em torno de Francisco Pereira, conhecido como Chiquinho Pereira, Secretário de Organização e Políticas Sindicais da UGT e presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo.
A reunião contou com a presença de presidentes e diretores de diversos sindicatos de Ribeirão e região e tratou da crise atual que há no movimento sindical e a necessidade de o movimento sindical agir perante as dificuldades que atualmente vêm atracando o desenvolvimento da sociedade.
Chiquinho Pereira diz que defende a unicidade do movimento sindical, mesmo que talvez tenham que reinventar o movimento sindical trabalhista. “Antes, encantávamos e motivávamos os trabalhadores com nosso firme movimento, batalhador, lutador e honesto! De 14 anos para cá, temos perdido causas importantíssimas nas negociações coletivas”, exemplifica o secretário da UGT.
Também foram abordadas questões como a importância da participação do movimento sindical na política: “Precisamos participar dos comitês políticos, para podermos cobrar dos nossos representantes. A UGT não pretende se tornar um partido político, mas colaborar para o desenvolvimento da sociedade, precisamos parar de olhar para os nossos próprios umbigos e pensar nas pessoas que estão a nossa volta; nossa família, por exemplo”, enfatiza Chiquinho.
O secretário da UGT comenta sobre a crise econômica atual e critica o modo de agir do governo, citando algumas alternativas que, em sua opinião, seriam mais viáveis e justas: “O governo deveria consultar a população antes dessas incontáveis injeções de capital, que de ninguém mais é, a não ser do próprio povo. Ouve-se dizer que o governo vai amenizar a crise com o investimento de tantos bilhões, sendo que quem vai pagar é o trabalhador! É do bolso do empregado que sairá esse dinheiro, não do patrão! Os bancos e indústrias perguntam para a gente o que fazer com nosso dinheiro, quando estão por cima? Deveria existir um acordo entre governo, patrões e empregados, como:

- Não demitir os empregados durante certo tempo;

- Caso seja demitido, aumentar o tempo do seguro desemprego e quantidade de fundo de garantia;

- Investir em cursos de aperfeiçoamento para o empregado demitido, para aumentar suas chances de recolocação no mercado de trabalho, entre outros.

Essa foi a proposta direto da UGT ao governador José Serra”, conclui Chiquinho Pereira.


Fonte: www.sinsauderp.org.br

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